Café homenageia Vinícius de Moraes
O Café Literário desta quinta, no Palácio da Cultura presta homenagem ao poeta Vinícius de Moraes. O espetáculo tem textos de Antônio Roberto kapi Cavalcanti e apresentação musical do Acústico 222.
Café nesta quinta em homenagem ao
" poetinha” Vinicíus de Moraes
Vinícius de Moraes é o grande homenageado da noite desta quinta, dia 4, a partir das 19 horas, no Palácio da Cultura, dentro do projeto Café Literário. Coordenado pelo produtor cultural, Antônio Roberto Kapi Cavalcanti, o evento basicamente musical ficará à cargo do Acústico 222, que fará um show de uma hora, somente com músicas do repertório do “poetinha”.
O Café musical contará com inserções de Kapi falando sobre a vida e a obra de Vinícius entremeando sua apresentação com as músicas apresentadas pelo Acústico. O grupo – especialmente formado para este show – pela cantora Maria Fernanda; Sebastião Floriano, ao violão e Amaro Santana, na flauta, vai desfilar 14 dos maiores sucessos do letrista, sempre acompanhado melodicamente por compositores de renome como Toquinho, Antônio Carlos Jobim, Baden Powel e Chico Buarque, entre outros.
Entre as mais belas músicas eternizadas no varal da Música Popular Brasileira, o Acústico 222 lembrará pérolas românticas e cantadas por gerações de todas as idades, como “Eu não existo sem você”, “Eu sei que vou te amar”, “Garota de Ipanema”, “Ela é Carioca” e “Regra Três”.
Vida - Há exatos 27 anos falecia Marcus Vinícius de Melo Moraes, com 67 anos. Formado em Direito estreou ao mesmo tempo como escritor em 1933, e dez anos depois ingressou na carreira diplomática, tornando-se vice-cônsul. O primeiro samba, Vinícius compôs em 1953 e com Tom Jobim -grande amigo e parceiro- fez a letra das músicas do espetáculo Orfeu da Conceição, que escreveu e acabou se transformando numa peça teatral clássica. Orfeu foi tão bem recebido que levou a Palma de Ouro, no Festival de Cannes.
Cáustico, com humor refinado e zombeteiro mas também muito romântico, Vinícius se auto-definia como "o Branco mais preto do Brasil , na linha direta de Xangô. Saravá!.”, e já estava no terceiro de seus dez casamentos quando saiu o disco Canção do amor demais, com músicas dele e de Jobim; no qual ouvia-se, pela primeira vez, a batida da bossa-nova – que encantou e ficou consagrada para sempre em todo o mundo pelo violão de João Gilberto, que acompanhava a cantora Elizete Cardoso na música "Chega de saudade", marco inicial do movimento.
Além da bossa nova, Vinícius deixou marcadas composições como "Garota de Ipanema", de 1962, que até hoje é a música brasileira mais
gravada no mundo. Desligado do Itamarati, o “poetinha” dedicou o resto de sua vida à música, ao cinema e a shows, ficando para sempre no coração dos brasileiros.